Megalofobia

Estou apavorado,
Trêmulo,atordoado.
Não sei da onde vem o medo,
Não sei da onde brotam os pensamentos,
Não sei como abalaste meus sentimentos
Não sei...
O veneno mais doce ,
Prefiro a morte,do que passar a vida sem provar a gota
Que escorre afoita,a congelar a alma a doer o peito.
Preciso de algo,de alguem que nem sei quem
Fez de mim escravo do amor
E hoje sou teu servo,por toda uma eternidade
Misteriosa,não há como desvendar teus enigmas.
A mais pura rosa,
Não sente remorso por ter me aplicado tal veneno?
Será que não sabes que a cada dia isso me mata por dentro?
Sim... ela sabe. e lhe agrada.
Minha mente é um abrigo de memorias
Vivendo com ela,perfeitas historias
Que não passam de pensamentos...
Não posso tocar o alvo dos meus desejos
E sei que sozinho sofro.
Sei que por mim nada sente .
Mas passei a amar-te assim,de repente
Comparo isso a um terremoto.
De repente chega,surpreende
E os destroços,estão no meu peito.
Que sangra,que ferve,que morre com este veneno.

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Corrente presa aos pés,
Torturas e gritos fazem parte do viés
Colocando-me a vergonha,escárnio
Fizera sim alcunha ao vigário
Se hoje preso estou,nunca mais sairei
Me odiaste , eu sei
As torturas fizeram de mim inabalável
Hoje não sinto dor,não sou nada amável
O odio a tristeza,a depressão,conta de mim tomara
Minha vida foi eu vão, o odio me ampara
Estou cego,estou fraco.
Num calabouço me debato
Convulsivo,trêmulo,meu cranio a expor
Nada além do odio e o rancor
Por estar preso injustamente .
Minha mente atormentada,estou doente.
Fecho os olhos e vejo a desgraça
Crianças se alimentando da minha carcaça
Sangue jorrando,vísceras  no chão
Olhos esbugalhados,talvez por um machado,facão
Corpos estraçalhados,no calabouço do cão
Almas condenadas por toda a eternidade
Estou no inferno, eu e a humanidade.
Queimando ardentemente na chama,insana
Minha vida virou uma guerra Romana
Cheia de sangue,destruição,tragédia
No calabouço sofro,
Fizera o pedido oposto,
Agora há de sumir

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Vermelha,perfumada.
Espelha,a minha amada
Sozinha feito ela,
Em um campo,tão singela
Um ponto vermelho,em um campo verde
Olha-te no espelho,a ti se perde
É a flor,a quem se vê .
Ali no campo,molha-te com o orvalho
Parece com tuas lagrimas,em trabalho
As pétalas a se desprender
Tocar ao solo,murchar morrer.
Tu toca ao solo,como ela
Enterra,ilumina a luz da vela
Olha só,rosa solitária
Repleta de dor e nostalgia
Sob a lua,noite fria
Congela cada pétala
és vazia,és vazia
Espelha a ti,esta rosa.
Estou contando a ti,nesta prosa.
Deveria saber,quando o vento soprar
E suas pétalas no chão tocar
Você morta estará
Pois tu és como a rosa
Que sozinha no campo está.

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Dizeres inacabados,
Uma folha na mesa,
Planos mortificados
Colocou-se um fim na tristeza,
A carta amarela
De escrita desesperada
"Uma flor vermelha na minha lapela"
Foi uma vontade sitada
Outra coisa nela estava
"Vestes belas em minha noite esplêndida vestirei"
"Um terno,uma gravata,era só o que faltava"
"em meu caixão repousarei"
O velório,um tanto mórbido
"pois morto estarei"
"Contemplarás meu corpo pútrido"
"Em uma jazida que ficarei"
"Escrevo a ti , a quem eu sei"
"Que irá fazer o que peço"
"Cuide de meu corpo,pois irei"
"Por aqui me despeço"

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Por ela se apaixonara ;
A sombra da morte refletiu
O amor que a vida deixara
Hoje morta está,partiu !
Foi-se a luz mais deslumbrante
Ao ouvir um som distante
Alarmante,tão febril !
A alma de um amante
Tão perdida, já sumiu !
As palavras lhe faltaram
Pois-se o vento a sumir
As dores que lhe levaram
O vento trouce só tristeza
A chuva que molha a face
Substitui as lágrimas da beleza
Por ela senti vontade
De tirar-lhe a mocidade
E enfrentar os seus medos
Quem sabe na insanidade
Me mostre a verdade e teus segredos
Quero desfrutar-lhe os mais doces sabores
Entregar-me a ti,aos teus fervores
Desvendar teus misterios
Beijar-te a boca,deixar-te louca
Oh! Como quero!
Só deus sabe o quanto espero.
Volte aqui jovem moça bela,volte para mim
Volte para seu moço apaixonado
Seu corpo sei que esta enterrado
Mas preciso de você em meu jardim
Volte flor do campo,não me deixe aqui.
Preciso de um tempo e sair daqui.
Espere,ai vem ela!
Oh morte,és tão bela !
Me leve embora pra junto dela.
Pra junto da moça que o meu amor entreguei.
Estou indo ao teu encontro,é perigoso,Eu sei.
Sou cavaleiro, não medroso, e por ti irei.
Te encontro do outro lado,quem sabe, Oh moça do jardim.
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O pequeno sonhador que nunca para de sonhar
O pequeno bosque sem lugar, fabrica a esperteza
E nada mais, nada mais, irá voltar
Se sabe o porqe , qe tudo deu errado
Então busque a verdade qe existe em ti

Fugiram os tolos, os palhaços amordaçados
Em sua cadeira de fogo, amedrontados
Foice do destino corta o vendo a alma
Leva embora o que se foi, o que não voltará

O  vento bate no meu rosto
As folhas caem da arvore , voce faz o meu desgosto
E nada daquilo que falei foi provado
Eu não sei mentir, não sei finjir, não sei mais.

Estamos lutando ,por uma coisa que não tem como conseguir
Estamos tentando, encontrar um caminho certo a seguir
Formas e planos incompletos, não a como distinguir
A cor da vida, a cor dos olhos, de quem mente para mim

A formula errada, a dose certa que me faz sair do mundo real
Fabrica de memórias de um nada que vive em tempo normal
Papeis jogados pelo chão , um louco doente descabelado
Rasga seu corpo, anda nas ruas de cabeça baixa, sempre calado

Escuta insultos , não ouve os vermes latir
São em tormentos , hipócritas igual a mim
E em sofrer eu digo , que em amargura ele está
E nunca mais irá tentar, sem descobrir como será  o final

Fique aqui sem chorar, tente por favor me abraçar
Fique sem se lamentar,tente por favor me olhar
Dentro dos meus olhos, diga o que sente o que quer de mim
O prazer virá no fim , quando a estrela cair ou algo assim

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O lago fundo e negro, gélido sem vida.
Faz a perdição das mentes fracas a falta de amor.
Se esconde por de traz de uma vida triste e sofrida
É como fogo sem calor,sofrimento sem dor.

Está imóvel a algum tempo,frio tão frio.
Sempre volta ao ponto de inicio,vazio tão vazio.
O lago congela a alma e suga esperanças
Preso em armadilhas,repleto de lembranças.

Imagino um dia diferente,
Memórias de um passado que passei ausente.
No fundo do lago,preso em correntes
Cada vez mais fundo,cada vez mais triste.

Não vou juntar os vidros pra fazer você se sentir bem
Não vou mais olhar pro nada e pensar naquele alguém
Pois aquilo já passou,o lago está repleto de tristeza
E meus sentimentos se confundem com a sua frieza

Já tentei maneiras de sair desse lugar
Já venci guerras impossíveis  de se ganhar
Fiz de tudo pra sair do inicio
O lago vazio se transformou no meu eterno vicio

O céu não tem estrelas,os pássaros não cantam
Flores não desabrocham e tudo se escureceu
NEM MESMO O SOL PODE AQUECER,
Aquilo que em mim morreu.

Já perdi as esperanças de um dia voltar a superfície
Meus dias tão normais,problemas tão iguais.
Aqui mesmo que devo de ficar.
Trancafiado no fundo do lago vazio .
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